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22 de março de 2014

Dando continuidade a matérias que tratam de discos que serão lançados em 2014, o Sons de Pernambuco anuncia o primeiro álbum do Mojav Duo, projeto de música experimental formado por Fred Lyra (guitarra) e Hugo Medeiros (bateria) que tem como principal característica a liberdade de criação e a improvisação, seja no palco ou em estúdio.

Com previsão de lançamento para o final do ano, Mojav Duo, o álbum, segundo Fred Lyra, “será o resultado de 4 anos de descobertas e aprendizado mútuo.”  Gravado no Casona Estúdio com produção musical dos próprios integrantes,  mixagem de Diogo Guedes (A Banda de Joseph Tourton) e masterização de Bruno Giorgi (Rua), terá 9 faixas compostas pelo duo, inspiradas no jazz contemporâneo e na música mundial, principalmente a produzida em países como Índia, Cuba, Argentina e Brasil.

Muito próxima do free jazz, a música do Mojav Duo é extremamente viva e ativa. “Permite grande liberdade em momentos espontâneos de criação e improvisação. O duo funciona como um laboratório de pesquisa para ambos os músicos, sobretudo no estudo sobre o ritmo. Algumas das possibilidades que conseguimos com a formação instrumental estão evidenciadas no disco. Acho que cada música gravada aponta para uma direção. E o risco, matéria normalmente em falta, está bastante presente”, define o guitarrista.

Contrariando aquele pensamento antigo de que música instrumental não tem espaço para realizar shows, o Mojav Duo, criado em 2009, tem realizado apresentações e projetos com uma certa frequência em Pernambuco. Uma das iniciativas bem sucedidas foi a Temporada Mojav Duo, realizada em 2012 e 2013, no Teatro Joaquim Cardozo, no Recife. Durante 13 apresentações, a dupla convidou músicos, bailarinos e artistas plásticos para uma criação mútua.

Durante a temporada, passaram pelo palco a bailarina Liana Gesteira (Coletivo Lugar Comum), o artista plástico Daaniel Araújo, os atores-performers Lau Verissímo, Taína Verissímo, Gabriela Holanda e Juliana Nardin (Grupo Totem), além dos músicos Caio Lima, Alípio C. Neto, Paulo Arruda, Mateus Alves, Enoque Ribeiro, Bruno Vitorino, Walter Areia, entre outros. O Mojav Duo também tocou no Recife Jazz Festival (2010), no Macuca Jazz (2010), na 2ª e 3ª Mostra Leão do Norte (2010 e 2011) e no Arraial Instrumental (2012).

Para ouvir: soundcloud.com/mojavduo

Foto: Lia Beltrão.

18 de março de 2014

Desde 2004, o Festival Pré-Amp realiza, no período pré-carnavalesco do Recife, uma mostra competitiva com novos artistas e bandas locais. Nos últimos 3 anos, premiou nomes como Zé Manoel, Babi Jaques e Os Sicilianos e Tagore. Na edição de 2014, o vencedor do Festival foi o projeto musical Francisco, capitaneado pelo músico, cantor e compositor Francisco Nery.  A premiação inclui shows na programação do Carnaval do Recife e do Festival de Inverno de Garanhuns, além da gravação de um disco no estúdio Muzak.

Com 10 anos de carreira artística, Francisco Nery começou a tocar violão na adolescência influenciado por ritmos como samba e choro e estudou durante um ano no Conservatório Pernambucano de Música. Criado em 2013, “Francisco é um projeto musical que procura explorar, de forma lúdica, as interseções entre som, poesia e teatro, ampliando assim os limites do fazer e do sentir música”, define o artista.

Entre as muitas influências artísticas estão nomes como Fuerza Bruta, Tame Impala, James Blake, Radiohead, Alceu Valença, Lenine, Fernando Pessoa, Rimbaud e Patativa do Assaré. Recentemente, lançaram o EP virtual Traga Asas que, segundo Francisco Nery, foi inspirado nas expressões “se vier traga asas” e “voar é ter os braços abertos”.

Além de Francisco Nery (voz e violão), integram a banda Rafael Céu (guitarra), Arthur Fernandes (guitarra), Eduardo Guerra (bateria), Artur Dantas (controlador e efeitos) e Karl Kingman (baixo). O disco produzido através do prêmio recebido no Festival Pré-Amp será lançado até o final do ano. Para quem não viu o show da Francisco na programação do Carnaval do Recife, seguem alguns links.

Para ouvir: soundcloud.com/francisconery/

Foto: Marcelo Soares.

28 de fevereiro de 2014

O Sons de Pernambuco recebe mais 5 nomes importantes da música contemporânea do Estado: as cantoras Isaar, Mônica Feijó e Rogéria; o Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu e o Véio Mangaba.

Procurar destacar artistas e grupos do interior é um dos critérios utilizados pela curadoria do site, assim como apresentar a diversidade de estilos musicais do estado, marca cultural de Pernambuco. Nesta atualização, o site apresenta a trajetória da intérprete e compositora de Caruaru, Rogéria, que lançou seu primeiro álbum, Futuro em Cores, em 2013, produzido por Missionário José.

Outro nome catalogado nesta leva é o Véio Mangaba, personagem criado pelo cantor e ator Walmir Chagas, nos anos 1990 durante o Movimento Mangue, inspirado nos pastoris tradicionais de Pernambuco. Gravou seu álbum de estreia pela extinta gravadora Geleia Geral, do cantor baiano Gilberto Gil, misturando ritmos tradicionais com o rock, o funk, a valsa, entre outros.

Finalizando em clima carnavalesco, o Sons de Pernambuco dedica uma página ao Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu, uma das agremiações mais antigas do Brasil. Nas últimas décadas, foi comandado por duas mulheres: Dona Mariú Santana (falecida em 2003) e sua filha, Olga Santana (falecida no ano passado).

Foto: Isaar – Diego Di Niglio.

25 de fevereiro de 2014

O movimento artístico minimalista surgiu nos anos 1960, nas artes plásticas e depois chegou até as outras linguagens como o design, a literatura e a música. Sua principal característica é a economia de elementos e suportes para se expressar. Na música, o minimalismo pode ser encontrado no rock psicodélico e na música eletrônica com frequência, onde a repetição de pequenos trechos e a execução de tons por um longo tempo tornam a sonoridade quase hipnótica.

A música da banda Rua, do Recife/PE, pode ser entendida como minimalista, pois apresenta alguns elementos do movimento artístico propagado pelo compositor norte-americano Philip Glass. Porém, assim como o americano, a Rua prefere não ser rotulada como banda minimalista.

Com apenas 4 anos de existência, a Rua finaliza o segundo álbum, Limbo, com previsão de lançamento em abril. “Temos a convicção de que a música é um poderoso canal de comunicação e de acesso a um outro mundo que não pode ser bem explicado mas pode ser sentido por quem toca ou escuta. De modo bem particular, chamamos esse lugar de Limbo, um nome recorrente quando o intuito é indicar um lugar suspenso onde o tempo pode ser mais elástico”, filosofa Yuri Pimentel, baixista da banda.

Com produção musical assinada pela própria banda, Limbo foi gravado por Diogo Guedes nos estúdios Casona (Jaboatão dos Guararapes/PE) e O Quarto (Rio de Janeiro/RJ) e mixado e masterizado por Bruno Giorgi, no estúdio da capital fluminense. Ambos os técnicos são guitarristas da banda. Das 10 faixas autorais, algumas já são conhecidas do público que acompanha a Rua, como Febril e Caverna que foram apresentadas em shows no Recife e no Rio de Janeiro.

“Neste segundo disco há nitidamente um desenvolvimento e uma proposta estética mais coesa ao longo das 10 faixas.  O sentimento minimal, bem presente em Do Absurdo (lançado em 2011), continua em Limbo, mas a polirritmia dá mais movimento e profundidade às composições. O movimento do corpo, seja ele dançante ou interior, que provoca vibrações no estômago, é o mote de várias músicas”, compara Yuri

Limbo, que segundo Yuri, está mais pesado e sujo que Do Absurdo, conta com as participações especiais do pianista Glauco César II, do guitarrista Gabriel Ventura e dos cantores Jr. Black e Lenine. Ainda sem datas fechadas para shows de lançamento, a Rua planeja fazer algumas apresentações ao lado d’A Banda de Joseph Tourton. “Gostamos muito de dividir o palco com outras bandas e convidar músicos pra participar do nosso show. Recentemente, por exemplo, tocamos com Ex-exus, Wassab, PAES, Matheus Mota e Jr. Black. A música pode ser bem agregadora. Com certeza, queremos tocar com a Joseph Tourton em 2014”, promete o baixista.

Abaixo, os 4 vídeos que a banda produziu inspirados no repertório de Limbo.

Foto: Breno César.

16 de fevereiro de 2014

Esse papo de que música instrumental brasileira não tem público já deixou de ser verdade há muito tempo (ou nunca foi). Mesmo nos anos 1960, quando nomes como Zimbo Trio, Tamba Trio, Eumir Deodato, Jongo Trio, Moacir Santos e diversos outros artistas e grupos militavam no jazz, na bossa nova e no samba jazz, a música executada sem voz já tinha o respeito e a admiração de muita gente, inclusive dos telespectadores do programa O Fino da Bossa (TV Record), comandado por Elis Regina e Jair Rodrigues, que abria espaço regularmente para a música instrumental brasileira.

Nos anos 2000, surgiram grupos instrumentais que passaram a incorporar, em sua música, outras sonoridades que iam além do jazz e da bossa nova. Gêneros como rock, funk, reggae, dub, surf music e música eletrônica passaram a ser explorados por grupos como Hurtmold, Pata de Elefante, Macaco Bong, Retrofoguetes, só para citar alguns.

Em Pernambuco, uma das bandas instrumentais mais atuantes é A Banda de Joseph Tourton, formada por Diogo Guedes (guitarra, teclado e efeitos), Gabriel Izidoro (guitarra, teclado, flauta e escaleta), Pedro Bandeira (bateria) e Rafael Gadelha (baixo). Criada em 2007, já percorreu mais de 40 cidades Brasil afora e, ainda neste semestre, vai lançar o segundo álbum: 2014.

“O disco foi feito aos poucos com a contribuição de muitas pessoas. Passamos pelo estúdio Base, onde tivemos ajuda de Arthur Dossa e Vinicius Nunes; gravamos algumas músicas no estúdio Das Caverna, com Homero Basílio, que sempre abriu as portas pra gente; fizemos música no Estúdio Sala Cinco, de Leandro Videira; duas canções foram gravadas no sítio do meu avô,  em Carpina, com nossos próprios equipamentos, além de gravações no estúdio de Bruno Giorgi, no Rio de Janeiro”, revela Gabriel Izidoro, guitarrista da banda.

A mixagem do disco também segue um esquema coletivo e será feita por Rodrigo Sanches, Bruno Giorgi e pela própria banda que ainda não decidiu onde será feita a masterização. Ao todo, serão 9 faixas, sendo 7 compostas pela banda e duas parcerias: Joseph Jazz, com Caio Lima (Rua) e Agroblock e Songda, com Parrô Mello (Orquestra Popular da Bomba do Hemetério).

“O álbum 2014 terá algumas participações especiais: Chiquinho Moreira, da Mombojó, colocou teclados em algumas músicas; Harley Guimarães, ex-Burro Morto, gravou uns sinthys; Caio Lima fez vozes; Parrô Mello arranjou e gravou metais em 5 músicas e Arthur Dossa gravou algumas guitarras também”, adianta Gabriel.

Ainda sem data no Recife para apresentar o novo repertório, a banda está negociando a possibilidade de lançar o álbum em alguns festivais nacionais e já fechou shows no Rio de Janeiro e em São Paulo, durante o mês de maio. A previsão para o lançamento virtual é abril. Quem sabe eles lançam no Abril Pro Rock!

Foto: Pedro Rampazzo/Sambada.

15 de fevereiro de 2014

Há 1 ano, a Sambada Comunicação e Cultura levou 6 bandas de Pernambuco para o Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Cada uma fez dois shows no espaço, dentro da programação do projeto Pernambuco Contemporâneo. Abaixo, os documentários que foram produzidos pela Sambada em parceria com a DobleChapa.

Hugo Linns

Pouca Chinfra

Bande Dessinée

A Banda de Joseph Tourton

Wassab

Rua

Cartaz: ilustrações de Isabela Stampanoni e design de Daniela Brilhante.

11 de fevereiro de 2014

Até o Carnaval, o site Sons de Pernambuco deve chegar aos 100 nomes catalogados. A curadoria tem plena convicção de que muitos artistas e grupos ainda não puderam ser contemplados nesta primeira fase e já está captando recursos para ampliar o universo contemporâneo da música pernambucana que, felizmente, é enorme.

Uma lista ou relação nunca vai agradar à todos. Mas, a intenção do projeto é incluir o maior número de nomes buscando contemplar os mais diversos gêneros das macrorregiões do Estado, sempre seguindo os critérios já amplamente divulgados. O resultado é um panorama diversificado da atual produção musical local.

Esta semana, mais 5 nomes se juntam aos já catalogados, totalizando 84 páginas finalizadas. São eles: Hanagorik, Los Sebosos Postizos, Mombojó, Ylana Queiroga e, em homenagem ao dia do frevo (09/02), a Orquestra Popular do Recife. Em breve, tem mais!

Foto: Mombojó (Vitor Salermo).

10 de fevereiro de 2014

No Nordeste, mesmo nos dias atuais, ainda é muito natural a tradição popular passar de pai para filho. Crescer junto com uma cultura viva dentro de casa e não incorporar isso à vida e ao trabalho artístico é praticamente impossível, pois está no DNA. O poeta, violeiro, cantador, cordelista e mestre de maracatu de baque solto, Adiel Luna, herdou o gosto pela cantoria de viola do seu pai, Arnaldo Ferreira. A paixão por outros folguedos como o coco, o maracatu, o aboio, entre outros, veio da convivência com mestres que frequentavam sua casa.

Considerado um dos mais importantes artistas de sua geração que insiste em valorizar as tradições nordestinas em seu trabalho autoral, Adiel se prepara para lançar, ainda este ano, seu primeiro CD solo, com 12 faixas autorais dedicadas aos ritmos coco, maracatu de baque solto, cantoria de viola, aboio, forró e samba de matuto, além de um DVD com outros mestres coquistas do Estado. Os dois projetos foram aprovados no edital do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura – Funcultura.

Segundo o artista, Baionada, título do álbum, será um disco “que passeia por contextos nordestinos com elementos singulares da nossa identidade: paisagens, religiosidade, cotidiano, histórias e sonoridades”. Com produção musical do próprio Adiel e direção de Juliano Holanda, terá algumas participações especiais já confirmadas: Arnaldo Ferreira, seu pai; Damião Calixto, do Coco Raízes de Arcoverde; Herbert Lucena, coquista de Caruaru e Bule Bule, sambador e compositor baiano.

Vários outros músicos vão participar das gravações, mas a banda base será formada por Thiago Martins (rabeca), Ju Valença e Uana Mahin (vocal), Rodrigo Félix (percussão), Eduardo Buarque (viola) e Bruno Nascimento (violão de 7 cordas). “A viola sertaneja vai conduzir as linhas melódicas das músicas em diálogo com a rabeca, ressignificando um dueto antigo da musicalidade nordestina e principalmente do Sertão. A liga harmônica fica a cargo do violão de 7 cordas. Cocos, baiões e sambas dão a base rítmica do projeto”, revela Adiel Luna.

Baionada – que significa festa, comemoração, brincadeira de improviso, onde cantadores e público se reúnem no Sertão para uma noite de baião de viola – será gravado, mixado e masterizado no Estúdio Muzak e terá show de lançamento no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, com a participação de alguns convidados e banda.

TRAJETÓRIA – Adiel Luna é um dos protagonistas do documentário Coco de Improviso e a Poesia Solta no Vento (2011), de Natália Lopes. Já participou de eventos musicais importantes em diversas partes do Brasil como o Festival Pré Amp, onde recebeu o prêmio de melhor grupo do evento, ganhando a gravação de um disco ao lado do grupo Coco Camará.

Tem passagens, como mestre de baque solto, pelos maracatus Piaba de Ouro, Leãozinho de Aliança, Estrela da Tarde e Leão do Norte. Como poeta,  participou de festivais e recitais ao lado de importantes nomes como Chico Pedrosa, Jessier Quirino e Sinésio Pereira, além de ter publicado mais de 50 títulos de cordéis.

Como coquista, especializado em coco de São João, criou o espetáculo A Matinada, onde se apresenta ao lado de Zé de Teté, Galo Preto, Bio Caboclo, Ciço Gomes e do Coco Raízes de Arcoverde, promovendo um encontro singular entre variedades do coco: trupé, embolada, coco de engenho e coco de obrigação. Também desenvolve um encontro do repente com o rap, onde versou com Clécio Rimas, DJ Big e MC Mago.

Um artista múltiplo, como bem define o maestro Benjamim Taubkin: “Adiel parece habitar duas épocas ao mesmo tempo – o passado e presente – que são constantes em sua criação. A ligação com a tradição mais profunda, mas ao mesmo tempo em diálogo constante com o mundo hoje”.

Foto: Andrea Rego Barros.

3 de fevereiro de 2014

Quando foi criado, em meados dos anos 1970, pelo DJ norte-americano Africa Bambaataa, o movimento hip hop trouxe consigo uma espécie de “cartilha” didática que ensinava quais eram seus principais pilares: o rap, o DJ, o break e o grafite. Durante alguns anos, permaneceu como uma subcultura das comunidades negras e latinas de Nova Iorque, mas pela sua força, rapidamente se espalhou pelo mundo contaminando de forma positiva outros gêneros musicais, inclusive no Brasil.

Uma boa referência deste processo evolutivo é a música da novíssima banda paulista Zulumbi, criada em 2013, pelo trio Lúcio Maia (Nação Zumbi), DJ PG (Elo da Corrente) e Rodrigo Brandão (Mamelo Sound System) que lança o primeiro álbum virtual homônimo neste começo de fevereiro com 10 faixas. A versão física será lançada em março, depois do Carnaval.

Produzido pelo trio e por Daniel Bozio, o disco une batuques afro-brasileiros, hip hop e sons de guitarra que lembram o início da banda Chico Science & Nação Zumbi, nos anos 1990. As primeiras apresentações ao vivo da Zulumbi aconteceram no ano passado em locais como o Espaço Cultural Puxadinho da Praça, Serralheria e na Semana Internacional de Música de São Paulo – SIM.

Com muita percussão, letras que falam do cotidiano urbano e uma forte identidade pop dançante, o grupo faz um hip hop que se distancia dos primórdios da criação da Zulu Nation, do mestre Bambaataa e, para fortalecer esta mistura, convidaram artistas de diversos segmentos musicais para participarem do álbum de estreia como as cantoras Juçara Marçal e Anelis Assumpção, os jazzistas Rob Mazurek e Jason Adasiewicz e os músicos Thiago França e Marcelo Cabral. No palco, a Zulumbi conta ainda com Marcos Gerez (baixo), Munhoz (microfone) e o pernambucano Mestre Nico (percussão).

Para ouvir: soundcloud.com/zulumbi-1

Foto: Camila Miranda.

1 de fevereiro de 2014

A ideia inicial do Sons de Pernambuco é catalogar a produção fonográfica de 100 nomes da música do Estado que lançaram discos nos últimos 30 anos. Em novembro de 2013, o site entrou no ar com 75 nomes de artistas e grupos. A partir de hoje, 4 nomes expressivos se integram ao panorama contemporâneo da produção musical local.

Os critérios da curadoria, realizada pelos jornalistas e pesquisadores Paloma Granjeiro e Pedro Rampazzo, da Sambada Comunicação e Cultura, continuam sendo os mesmos do início do projeto: valorizar artistas e grupos que estejam vivos e em plena atividade artística; postergar nomes com carreiras consagradas nacional e internacionalmente e, principalmente incluir nomes que tenham lançado ao menos um produto fonográfico industrializado como CD, LP, DVD, SMD e similares.

Contudo, o critério mais importantes é o acesso ao material dos artistas/grupos. É fundamental que os próprios disponibilizem e autorizem a exposição de informações sobre suas carreiras artísticas, sobretudo em relação a produção fonográfica, pois muitos discos estão fora de catálogo e indisponíveis no mercado.

Mesmo sendo um projeto de divulgação gratuita para os agentes da música pernambucana, alguns artistas e grupos selecionados pela curadoria preferiram não participar da catalogação. Outros não conseguiram juntar o material necessário para a criação de uma página no site com texto biográfico resumido, foto e reprodução de capas e fichas técnicas de discos.

É com muita alegria e prazer que o projeto Sons de Pernambuco inclui 4 novos nomes na catalogação. São eles: Silvério Pessoa, Ortinho, Karynna Spinelli e Jr Black. Sejam bem vindos!

Foto: Silvério Pessoa (Marcelo Lyra).