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1399494_688593971158611_1495407825_o 3 de fevereiro de 2014

Quando foi criado, em meados dos anos 1970, pelo DJ norte-americano Africa Bambaataa, o movimento hip hop trouxe consigo uma espécie de “cartilha” didática que ensinava quais eram seus principais pilares: o rap, o DJ, o break e o grafite. Durante alguns anos, permaneceu como uma subcultura das comunidades negras e latinas de Nova Iorque, mas pela sua força, rapidamente se espalhou pelo mundo contaminando de forma positiva outros gêneros musicais, inclusive no Brasil.

Uma boa referência deste processo evolutivo é a música da novíssima banda paulista Zulumbi, criada em 2013, pelo trio Lúcio Maia (Nação Zumbi), DJ PG (Elo da Corrente) e Rodrigo Brandão (Mamelo Sound System) que lança o primeiro álbum virtual homônimo neste começo de fevereiro com 10 faixas. A versão física será lançada em março, depois do Carnaval.

Produzido pelo trio e por Daniel Bozio, o disco une batuques afro-brasileiros, hip hop e sons de guitarra que lembram o início da banda Chico Science & Nação Zumbi, nos anos 1990. As primeiras apresentações ao vivo da Zulumbi aconteceram no ano passado em locais como o Espaço Cultural Puxadinho da Praça, Serralheria e na Semana Internacional de Música de São Paulo – SIM.

Com muita percussão, letras que falam do cotidiano urbano e uma forte identidade pop dançante, o grupo faz um hip hop que se distancia dos primórdios da criação da Zulu Nation, do mestre Bambaataa e, para fortalecer esta mistura, convidaram artistas de diversos segmentos musicais para participarem do álbum de estreia como as cantoras Juçara Marçal e Anelis Assumpção, os jazzistas Rob Mazurek e Jason Adasiewicz e os músicos Thiago França e Marcelo Cabral. No palco, a Zulumbi conta ainda com Marcos Gerez (baixo), Munhoz (microfone) e o pernambucano Mestre Nico (percussão).

Para ouvir: soundcloud.com/zulumbi-1

Foto: Camila Miranda.