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25 de fevereiro de 2014

O movimento artístico minimalista surgiu nos anos 1960, nas artes plásticas e depois chegou até as outras linguagens como o design, a literatura e a música. Sua principal característica é a economia de elementos e suportes para se expressar. Na música, o minimalismo pode ser encontrado no rock psicodélico e na música eletrônica com frequência, onde a repetição de pequenos trechos e a execução de tons por um longo tempo tornam a sonoridade quase hipnótica.

A música da banda Rua, do Recife/PE, pode ser entendida como minimalista, pois apresenta alguns elementos do movimento artístico propagado pelo compositor norte-americano Philip Glass. Porém, assim como o americano, a Rua prefere não ser rotulada como banda minimalista.

Com apenas 4 anos de existência, a Rua finaliza o segundo álbum, Limbo, com previsão de lançamento em abril. “Temos a convicção de que a música é um poderoso canal de comunicação e de acesso a um outro mundo que não pode ser bem explicado mas pode ser sentido por quem toca ou escuta. De modo bem particular, chamamos esse lugar de Limbo, um nome recorrente quando o intuito é indicar um lugar suspenso onde o tempo pode ser mais elástico”, filosofa Yuri Pimentel, baixista da banda.

Com produção musical assinada pela própria banda, Limbo foi gravado por Diogo Guedes nos estúdios Casona (Jaboatão dos Guararapes/PE) e O Quarto (Rio de Janeiro/RJ) e mixado e masterizado por Bruno Giorgi, no estúdio da capital fluminense. Ambos os técnicos são guitarristas da banda. Das 10 faixas autorais, algumas já são conhecidas do público que acompanha a Rua, como Febril e Caverna que foram apresentadas em shows no Recife e no Rio de Janeiro.

“Neste segundo disco há nitidamente um desenvolvimento e uma proposta estética mais coesa ao longo das 10 faixas.  O sentimento minimal, bem presente em Do Absurdo (lançado em 2011), continua em Limbo, mas a polirritmia dá mais movimento e profundidade às composições. O movimento do corpo, seja ele dançante ou interior, que provoca vibrações no estômago, é o mote de várias músicas”, compara Yuri

Limbo, que segundo Yuri, está mais pesado e sujo que Do Absurdo, conta com as participações especiais do pianista Glauco César II, do guitarrista Gabriel Ventura e dos cantores Jr. Black e Lenine. Ainda sem datas fechadas para shows de lançamento, a Rua planeja fazer algumas apresentações ao lado d’A Banda de Joseph Tourton. “Gostamos muito de dividir o palco com outras bandas e convidar músicos pra participar do nosso show. Recentemente, por exemplo, tocamos com Ex-exus, Wassab, PAES, Matheus Mota e Jr. Black. A música pode ser bem agregadora. Com certeza, queremos tocar com a Joseph Tourton em 2014”, promete o baixista.

Abaixo, os 4 vídeos que a banda produziu inspirados no repertório de Limbo.

Foto: Breno César.