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_MG_3812 2 25 de janeiro de 2014

Nos anos 1990, durante o Movimento Manguebeat, surgiram diversos grupos que tinham como referência principal a cultura popular, como Maracatu Nação Pernambuco, Mestre Ambrósio, Chão e Chinelo, Cumadre Fulozinha, entre outros menos conhecidos. Quase sempre, uma década nega a anterior e, nos anos 2000, grupos com esta característica praticamente desapareceram. Dos quatro citados, só o Nação Pernambuco continua em atividade.

Contrariando a tendência do chamado Pós-Manguebeat, a banda Sagaranna, formada em 2011, tem como principal referência estética e musical o universo da cultura popular e dos folguedos.  A ideia de criar o grupo foi do músico e poeta Thiago Martins, que queria formar uma banda que integrasse diferentes linguagens, como a música e a poesia. Com a chegada dos demais integrantes, a dança também passou a fazer parte da criação artística do Sagaranna.

Além de Thiago Martins, que canta e toca rabeca, o sexteto é formado pelo violonista Rodrigo Samico, pela cantora Uana Mahin e pelos percussionistas Frank Sósthenes, Ju Valença e Rodrigo Félix. Atualmente, o Sagaranna – nome de um livro de contos de Guimarães Rosa – está gravando o CD Véu do Dia, no Fábrica Estúdios, com previsão de lançamento em março de 2014.

A direção musical do disco é assinada por Nilton Jr. (Coco de Toré Pandeiro do Mestre), que também participa cantando e tocando. Os arranjos de cordas foram feitos pela banda com a contribuição do violeiro Caçapa. O álbum, que terá 13 faixas autorais, sendo a maior parte composta por Thiago Martins, também conta com as participações especiais de Deco Trombone e Publius.

Com forte apelo cênico, os shows do Sagaranna já foram apresentados em diversas cidades de Pernambuco, como Recife, Olinda, Belo Jardim, Camaragibe, Tracunhaém e Caruaru. Um espetáculo que une poesia, dança e música fortemente influenciada por ritmos da Zona da Mata Norte do Estado como o cavalo-marinho e o forró de rabeca, além de referências africanas e elementos do tropicalimo (movimento musical criado na Bahia nos anos 1960).

Foto: Dani Neves.